Posts para a Tag : instituto Criar
VIDAteca
Um potencializador de sonhos
O Audiovisual e a educação andando lado a lado
É com muito prazer que damos vez e voz para o jovem Lucas Bachmann, veterano da oficina de CENOGRAFIA que está fazendo bonito no mercado de trabalho. Mas se engana quem pensa que está em uma mega produtora ou fazendo grandes produções audiovisuais.
Ele mostra que não é preciso estar nesses lugares para fazer a diferença com o audiovisual.
Viva a Arte!
Musica, dança, teatro, poesia. Não importa de que forma a arte se manifesta para quem acredita em seu poder de transformação.
A partir dessa premissa, jovens uniram seus esforços para fomentar a cultura e a arte brasileira em uma das maiores comunidades de São Paulo. O Instituto Criar orgulhosamente apresenta Daiana Andrade e o Sarau de Paraisópolis.
Uma vida de cliques
Dos cliques no mouse na Oficina de Computação Gráfica para os cliques nas máquinas fotográficas em ensaios de moda ao lado do expert JR Duran. Renan Vitorino, veterano da turma 3, repassa sua trajetória profissional além dos muros do Instituto Criar.
Veteranos fundam produtora em Osasco
Iniciativa, visão de futuro, firmeza e determinação
Veteranos do Instituto Criar, Talicia Venancio, Vagner Nascimento e Jonas Alves arregaçaram as mangas e fundaram a produtora Novo Parafuso Produções. Conheça a história desses jovens empreendedores de Rochedale, Osasco.
De um cômodo de 5×3 para o universo das web radios
Filho de peixe…
Na infância, Rafael Otaviano ajudava o pai a vender seu peixe anunciando a chegada do produto. Daí veio o apelido Fish. E do microfone nas ruas veio a paixão pelo som.
A formação adquirida durante um ano no Instituto Criar, mais especificamente na Oficina de Áudio, ajudou a construir a história bacana que você confere agora.
De um cômodo de 5×3 para o universo das web radios.
Veterano faz bonito com instrumentos reciclados
O educando Marcos Souza se dedica de corpo e alma à música. Além de cursar a Oficina de Áudio do Instituto Criar, Marcos produz instrumentos musicais utilizando materiais recicláveis e tira um som superbacana.
Participante do Projeto Povo Brasileiro, localizado na Zona Norte de São Paulo, no bairro Javarural, Marcos faz parte da oficina de música e meio ambiente da organização. Na oficina do projeto, ele trabalha tanto na produção quanto na sonorização dos instrumentos alternativos. “A cada material encontrado na rua surge um instrumento novo, um desafio novo e surge uma alegria nova!”, conta Marcos.
Marcão, como é conhecido no Instituto, mostrou que é possível tirar um som de primeira com materiais que muita gente descarta como lixo.
Confira a história.
De Cabuçu para Rio +20

Do Cabuçu Serra da Cantareira para a Rio+20.
Veterano da Oficina de Produção do Instituto Criar, Rodrigo Maia Marques sempre foi engajado em ações socioambientais. Durante seu processo de formação no Criar, Maia, como é conhecido, teve a certeza que o audiovisual poderia ser um ótimo aliado nessa sua empreitada social.
Com uma câmera na mão e mil ideias na cabeça, Maia encontrou no Prêmio Criando Asas a oportunidade perfeita para levar ainda mais adiante importantes questões. Ao vencer a primeira edição do prêmio, Maia conseguiu viabilizar seu projeto e por meio do coletivo Mundo em Foco produziu o programa Jovem Mundo Social que retratou o trabalho desenvolvido por diversas ONGs de São Paulo. O programa ganhou a telinha e foi exibido na TV Comunitária do Estado de São Paulo.
Desde então não parou mais, atuando com o grupo Mundo em Foco, que desenvolve projetos visando melhorias sociais por meio do audiovisual, bem como no Movimento Cabuçu, manifestando causas Ambientais através das Artes
O grupo Mundo em Foco é recordistas de premiação com 8 projetos vencedores durante os cinco anos de Criando Asas.
Finalmente no dia 15 de junho , Maia embarcou para o Rio de Janeiro para participar de palestras, debates e diálogos da Rio +20, mais especificamente no espaço da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. Também assistiu aos painéis do Rio + Social, evento inovador e paralelo ao Rio +20 que reuniu líderes para uma conversa global sobre a conexão entre mídias sociais, tecnologia e sustentabilidade.
Ao longo da jornada, Maia documentou sua experiência, captou imagens, colheu depoimentos, registrou sua visão dos bastidores e dos acontecimentos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Tudo em defesa das causas ambientais as quais defende, contando com o apoio da Usina Criar que disponibilizou equipamentos para deixar tudo bem registrado.
“O que me animou em todo este processo foi o fato de a sociedade civil ter participação significante em todas discussões e manifestos, gerando trocas de experiências e abrindo um grande leque para reascender e multiplicar o debate em nossas comunidades.
A luta não acabou! Vamos enfrentar no local e somar para o global” diz Rodrigo Maia.
De volta a São Paulo, Maia agora se dedica a roteirizar o material gravado e editar um curta metragem revelando o seu ponto de vista da reunião da ONU.
A vida imita o vídeo

Bruno Braupferr, 22 anos, foi aluno da turma IV (2007/2008) de Oficina de Câmera. Depois que concluiu a formação, não parou mais. Conseguiu uma bolsa através do Programa de Educação Continuada do Instituto Criar para se aperfeiçoar no assunto e foi estudar a sétima arte na Academia Internacional de Cinema. Também teve sua primeira experiência de trabalho na área articulada pelo Criar. Estagiou com o expert J.R Duran e foi efetivado. Estudou, estudou, trabalhou, trabalhou. E aprendeu mais e mais… Como o céu não é o limite, Bruno inscreveu sua empreitada no Prêmio Criando Asas, que fomenta e viabiliza projetos que usam o audiovisual como ferramenta de transformação social , e ganhou! Com uma câmera na mão, um roteiro no papel e 5 mil reais no bolso, produziu o documentário Nota de Corte, que investiga os perrengues enfrentados por jovens de baixa renda para passar no vestibular das universidades públicas. O filme, que tem 17 minutos, já ganhou a telona de importantes mostras Brasil a dentro.
Com vocês, Bruno Brauffer!
“Com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão é possível fazer a diferença. Nasci na Zona Leste de São Paulo e desde criança assistia filmes com meu pai e era ali que ele aproveitava para me ensinar valores e ensinar sobre a vida. Então cresci e parecia enxergar a 24 quadros por segundo. Queria produzir, filmar e poder devolver a mesma magia e experiência que recebi de outros filmes na minha infância. Mas a distância era imensa, socialmente e fisicamente.
É ai que como em roteiro, no momento da reviravolta, eu conheço o Instituto Criar e o improvável ganha força. E toda aquela explosão de cores e luzes agora com uma forma definida invadiu novamente minha mente e transformou minha jornada. De lá, fui selecionado e ganhei uma bolsa integral numa importante academia de cinema, trabalhei com renomados fotógrafos do país e consegui fazer com que meus projetos atingissem fronteiras que eu nem imaginava existir.
Nos meus projetos procurei retratar a minha época. Vejo no cinema um compromisso com os seres humanos e a sociedade. A jornada é árdua, mas estou me preparando para daqui dois ou três anos começar a produção do meu primeiro longa-metragem.”
Cine Rincão
Cine Rincão
A trajetória de Paulo Eduardo, educando da Oficina de Edição da turma I, inspirou o curta metragem assinado pelo cineasta Fernando Grostein Andrade (Coração Vagabundo e Quebrando o Tabu), especialmente para COLORS With Love, um projeto mundial da marca Benetton. Baseado em fatos reais, “Cine Rincão” conta a história de Paulo Eduardo, de Osasco, Brasil, que aos 15 anos foi baleado e sobreviveu a um tiro no peito. Filho de imigrantes nordestinos que desembarcaram em São Paulo em busca de oportunidades, a família de Paulo Eduardo se estabeleceu em terreno de invasão. Paulo teve uma infância simples mas repleta de sonhos. Sua trajetória de vida passa por projetos sociais que o ajudaram a construir seu futuro. No Instituto Criar , Paulo Eduardo desenvolveu seu potencial e encontrou uma profissã o. Virou editor, monitor da turma e profissional do mercado. Descobriu também que podia transformar a realidade de outros jovens como ele através do audiovisual.
Scrappers - Na trilha da fama
O caminho para o sucesso não é fácil. A cada dia surgem novas bandas, novos artistas e uma infinidade de sonhos vem junto desse surgimento.
Com o objetivo de retratar essa realidade, os jovens da Turma 5 do programa de formação do Instituto produziram o filme Scrapppers.
Então, diretamente do fundo do BAÚ DO CRIAR, o vencedor do Prêmio CineCufa 2011.
Scrappers
Inscrições abertas para o 7º Prêmio Criando Asas
Tem novidade na área!
As inscrições para a 7ª Edição do Prêmio estão abertas de 01 de abril a 30 de abril de 2013. Os projetos apresentados serão selecionados por uma banca de especialistas. Nesta edição, dez grupos serão premiados e receberão R$ 5 mil para viabilizarem seus projetos.
A maior mudança para essa edição é a forma de inscrição. Os grupos interessados deverão mandar um vídeo de até 1 minuto e 30 segundos explicando a sua ideia, além do preenchimento dos documentos de inscrição. Para entender as mudanças desse ano, acesse o Regulamento do Prêmio.
Os participantes também podem contar com o apoio da Usina Criar, que disponibiliza estrutura e equipamentos como câmeras profissionais, kits de iluminação de set, equipamentos de áudio, software de animação, ilhas de edição e finalização de imagem e som aos jovens sem nenhum custo.
Os projetos poderão ser apresentados por grupos com pelo menos um aluno ou veterano do Instituto Criar de Tv, Cinema e Novas Mídias. A participação de jovens atuantes em outras organizações sociais e em núcleos de produção independente é esperada e bem-vinda.
Junte sua galera e bora mudar o mundo!
“Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que , de fato, mudam.”
Jack Kerouac
Das ruas do Bom Retiro...
…para o fantástico mundo do Mágico de OZ.

No primeiro encontro cultural de 2013, Educandos, veteranos, equipes e familiares embarcaram junto com Doroty e seus amigos, no espetáculo Mágico de OZ, em cartaz no Teatro Alfa. Cerca de 250 membros da família Criar riram e se emocionaram com a história que sobrevive a muitas gerações.
“Ter assistido O Mágico de Oz mais uma vez foi uma experiência incrível, pois quando assisti pela primeira vez era muito pequena, então mal lembrava a história na integra. Me emocionei, dei risada, me envolvi por inteira com a história, me senti ali, no palco junto com todo o elenco, como se eu tivesse em busca do Mágico de Oz.”
Camila Fonseca – Veterana da 7ª Turma do Instituto Criar
“Não é todo dia, que temos oportunidade de assistir uma grande peça como o Mágico de Oz, quando ví sobre o convite que o Criar, estava fazendo, nem pensei, logo pedi convites e não me arrependo, pois foi uma peça maravilhosa, sem contar que acrescenta muito no nosso dia-a-dia que trabalha com o audiovisual, além da peça em sí ser muito boa, pode me ajudar a conhecer mais atores , já que eles fazem parte do meu dia-a-dia, pois trabalho com seleção de elenco”
Caroline Pimenta – Veterana da 7ª turma do Instituto Criar
O Instituto Criar agradece a Aventura Entretenimento por proporcionar esse momento tão mágico cedendo gentilmente os ingressos.
Muito Prazer, Lilian TS

LILIAN TEIXEIRA DA SILVA, nascida em 1987, no Jardim Ganhambu II, região de Interlagos (SP), é uma mistura dos pais. A criativa filha do meio de dona Lucia, costureira, e seu Joaquim, metalúrgico, tem por hobby desenhar, pintar telas e esculpir animais e pessoas. Como quem tem a arte no DNA, ela gosta de mudar a decoração dos ambientes, como pintar uma parede ou bolar algo inusitado para os espaços brancos de seu quarto.
A veterana da 2ª Oficina de Câmera do Instituto Criar integra o grupo vencedor do 2º Prêmio Criando Asas (2007-2008) com o projeto “Leve-me na Memória”. O curta-metragem baseado na letra de um rap aborda a primeira relação sexual de um jovem e consequências como gravidez, doenças e violência. A experiência passada há cinco anos deixou amizades e a certeza de que é mais fácil trabalhar em grupo.
Hoje projecionista cinematográfica na rede de cinemas Cinépolis, Lilian é considerada “diferente” pelos colegas por dar soluções rápidas aos imprevistos técnicos. Ela parece ser detalhista e diz gostar de entender como as coisas funcionam.
Algumas outras paixões motivam a jovem de 25 anos – seus cachorros Bruce Lee e Alícia, e o namorado projetista de arquitetura Joaquim com quem pretende se casar. Entre os sonhos, o de trabalhar na área técnica do cinema e o de ser reconhecida como artista plástica. O nome artístico ela já tem. Lilian TS.
Por Maria Beatriz Alves de Araújo
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Muito Prazer, Kenny

Nascido em 1989, KENNY ROGERS DE OLIVEIRA QUEIROZ foi criado no Taboão da Serra, município do estado de São Paulo. O caçula de sete irmãos diz ter herdado do pai, sonoplasta aposentado, a vocação para artes. A memória do frequentador de saraus evoca histórias contadas pelo pai, da época em que atuou no rádio e na televisão. Kenny se lembra que aos sete anos foi ator de teatro.
Mesmo tendo concluído um curso técnico de eletrônica, sua atuação está entre o teatro e o audiovisual. Seu primeiro contato com a área foi na oficina de audiovisual do Projeto Arrastão, em 2008, quando conheceu Renan Andrews. Juntos formaram o Causarte, coletivo de audiovisual e idealizaram o “Sarau de Imagens” projeto vencedor do 5º Prêmio Criando Asas (2011-2012). O “Sarau de Imagens” foi criado para ser um site com conteúdo de divulgação dos saraus da cidade de São Paulo e das bandas da periferia. Gerado para “abraçar o mundo” o projeto inicial foi adaptado para alcançar o bairro do Campo Limpo. Até hoje os moradores cobram pelas expectativas não cumpridas.
Rogers compreende o preconceito dos moradores vizinhos que não frequentam e nem ao menos conhecem o sarau a partir dele próprio. “A pessoa não foi educada pra pensar e consumir arte. Eu mesmo, quanto tempo fiquei sem me interessar em poesia? O sarau me mudou.” Ele reforça seu gosto pela cultura popular e conta que integra um grupo folclórico, que toca de pandeiro a bumba-boi. E admite que está difícil viver da arte.
O jovem de 23 anos se considera “um aprendiz” do ofício de atuar e, atualmente, tenta uma vaga para o curso de Iluminação cênica na SP Escola de Teatro. É bolsista Prouni (Programa Universidade para Todos) do curso de fotografia do SENAC.
Por Maria Beatriz Alves de Araújo
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Muito Prazer, Jerê
JEREMIAS NUNES DE JESUS nascido em 1991, no Imirim, mora no bairro vizinho Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. Filho de um pastor, já falecido, é ateu e acredita que o “trampo” social pode mudar o mundo. O penúltimo filho de dez tem sua trajetória marcada por ONGs e não abre mão do peso que essas organizações têm em sua formação. “Com 14, 15, 16 anos, é uma fase muito específica de como se tornar um ser humano daqui pra frente. E não é uma escola que vai fazer isso, é algo além.” Jerê, como é apelidado, valeu-se de muitas oficinas de teatro, dança, circo e música e é um ser convincente. Aos quase 18 anos chegou ao Instituto Criar indicado pela ONG “Clube de Mães”, cursou a 6ª Oficina de Câmera, conheceu jovens também vindos da Fábrica de Cultura como ele e se apaixonou por Thais, da turma de Cenografia. Estão juntos até hoje.
Feliz pelo documentário “Graficamente Falando” ter sido selecionado no 4º Prêmio Criando Asas (2010-2011), o câmera amadureceu muito nessa primeira responsabilidade “como trabalho”. O projeto transformou o próprio grupo de trabalho e também os profissionais do HQ independente que foram entrevistados e filmados. Ele descreve todo o processo do audiovisual e se sente agradecido pelo que chama de “despertar” para a linguagem do documentário. Para ele fica a vontade de participar de outros editais e de ajudar mais pessoas.
Hoje Jerê freela como câmera e assistente de câmera e vive disso. Depois do prêmio, adquiriu sua desejada câmera que carinhosamente chama de “filhinha” e está aprendendo a manusear. Seu próximo sonho é um projetor. O câmera quer projetar filmes na rua.
Por Maria Beatriz Alves de Araujo, 2012
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Muito Prazer, Gisele
Nascida em 31.10.1990, no Grajaú, zona sul de São Paulo, onde mora até hoje, GISELE RAMOS não tem nada de bruxa. Ao contrário. Nos palcos, onde aprimora seu chamado, a atriz esbanja criatividade, alegria e esperança para a criançada.
Ela tem a memória de uma boa atriz. Lembra-se do tio músico que animava os almoços de domingo, o primeiro violão que ganhou da mãe, a contação de histórias da TV Cultura, a oficina de palhaços com os irmãos, sua primeira peça aos nove anos, a estreia oficial aos 13, a entrada para o grupo “Identidade Oculta”. Na 6ª Oficina de Maquiagem do Instituto Criar, a atriz que sempre teve uma pegada de diretora, aprendeu a valorizar mais o ser humano e a convivência em grupo. Também no instituto foi “picada pelo cinema” e de lá para cá filma tudo.
No documentário “Tem Teatro Logo Ali”, vencedor do 5º Prêmio Criando Asas (2011-2012), a atriz assumiu a direção e a edição. Como sempre, o maior desafio é lidar com as pessoas. Gisele afinou na prática seu senso de convivência, constatou a acomodação do público em ir ao teatro, descobriu que os maiores interessados são as crianças bagunceiras e não desistiu de transformar pela arte. O curta de 13 minutos mostrou um pouco da realidade do teatro nas periferias, mas ainda tem muita veiculação pela frente.
Aos 22 anos, Gisele não é só atriz, maquiadora, editora. Professora de teatro em duas escolas públicas, articuladora do projeto social “Canja dos Artistas”, essa agente cultural abraça a comunidade. Sua mãe diz que ela nasceu para ajudar o mundo. Faz sentido para a filha. “Se você não fizer algo que você se sinta bem, você não evolui em nada. O trabalho social é isso, você não tem que esperar algo em troca. Se está dando certo, você já está recebendo.”
E o que é dar certo? “Dar certo é transformar.”
Por Maria Beatriz Alves de Araujo, 2012.
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Muito Prazer, Geninho Piauí
GENIVALDO DOS SANTOS PIAUÍ nascido em 1987, no Real Parque, em São Paulo, é veterano da 1ª Oficina de Câmera do Instituto Criar. Com o tempo, a profissão o tornou um tanto crítico em relação aos filmes que assiste, mas admite que ainda é um apaixonado pelo cinema.
Geninho, como é conhecido, é um misto dos pais. Do pai baiano tem a paciência para observar, muito útil em sua atividade. Da mãe pernambucana puxou a timidez, que considera prejudicial. “A timidez me fechou muitas portas no começo.”
Vencedor do 1º Prêmio Criando Asas (2006-2007) com o projeto “Cine Possível”, Geninho passou a olhar “de fato” para sua comunidade. O prêmio gerou o longa-metragem “Enigma Afrodite” que tocou os jovens que naquele momento estavam sem direcionamento – ele se inclui. O “Cine Possível” não teve continuidade. “Quando somos novos, achamos que somos capazes de mover o mundo, até que nos deparamos com um grande obstáculo chamado tempo”. Ele coloca a idade como justificativa para alguns equívocos.
Geninho está na Central de Locações há cinco anos, é Técnico de Câmera e faz freelas como Assistente de Câmera. O jovem de 25 anos acredita no poder de transformação do audiovisual e sempre que pode, apoia projetos sociais. Recentemente foi câmera e editor do documentário “Fiandeiras”, do grupo de intervenções sociais que leva o mesmo nome, em sua comunidade.
Por Maria Beatriz Alves de Araújo, 2012
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Muito Prazer, Geisson
GEISSON SILVA nasceu em 1987 em Pesqueira (PE), mas ainda bebê veio para São Paulo, onde foi criado pelo pai e pela madrasta “tia Nice”. Com o pai, provedor e guerreiro, enfrentou machismo e por muito tempo pensou não ser filho legítimo. Na “boa-drasta” teve um modelo de humanidade, altruísmo, organização e trabalho. Geisson sempre foi estudioso da área de humanas, “porque ela permite você criar coisas que não existem, reinventar ou potencializar”.
No Ensino Fundamental, sua introspecção não o deixou conquistar a popularidade que necessitava para praticar seus ideais. Aos 16 anos, sua vida começa a mudar quando passa a ser bolsista voluntário no CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids). Foi no Ensino Médio, quando era já voluntário da Escola da Família, que sua chapa Conexão Jovem ganhou a eleição e Geisson montou o primeiro Grêmio Estudantil da escola. Nesse momento, seu potencial articulador começava a gerar resultados. Desse seu fazer pelas coisas que o incomodam surge o Cinemateus, coletivo que o move até hoje. Em 2006, Geisson é indicado pelo CPA (Centro de Profissionalização de Adolescentes) Padre Bello para o Instituto Criar, onde é aprovado para a 3ª Oficina de Direção e Roteiro. No Criar encontrou algumas das ferramentas que procurava para dar continuidade ao Coletivo, mas por falta de afinidade com a didática, Geisson desinteressou-se das aulas e não pode concluir o curso.
Nessa mesma época, aos 19 anos, o caçula de cinco irmãos recebe a visita de sua mãe biológica. O encontro em nada modificou seu sentimento de “falta de mãe” e sua vontade de não usar o sobrenome da mãe. Geisson confessa que, se pudesse colocaria o sobrenome da madrasta em seu nome.
Em seu processo de construção, Geisson chega ao Geração MudaMundo, da Ashoka, quando o Cinemateus é selecionado e recebe o incentivo “Semente”. Oficinas, brincadeiras, desfiles de moda e crianças muito agitadas. A leitura de Geisson para crianças “encapetadas” é que elas estão pedindo atenção. Surge o “Projetando para o Futuro“, um dos vencedores do 5º Prêmio Criando Asas (2011-2012), experiência que levou seu projeto para frente mais uma vez. E assim tem sido. De premiação em premiação, das oportunidades de prestar serviços e de compartilhar a metodologia do Cinemateus em eventos de empreendedorismo social, Geisson tem persistido na luta de articular jovens em prol da transformação. Está mais do que nunca convicto de que sozinho não conseguimos mudar nada.
Geisson passou a ser ateu, depois que se decepcionou com a Igreja Católica e não foi aceito pela Evangélica. Em suas próprias palavras, é “negro, classe baixa e homossexual”, o que o faz ser vítima de preconceitos constantemente, inclusive por alguns alunos. Mas como um guerreiro incansável, o pesqueirense de 25 anos acredita que a diversidade ajuda a transformar o mundo e não abre mão dessa causa maior.
Por Maria Beatriz Alves de Araújo, 2012
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